Coleção Memória

   O Atelier André Ferri apresenta a Coleção Memória que utiliza peças de madeira centenárias resgatadas do Espaço Comum Luiz Estrela, edifício histórico de Belo Horizonte. Tratam-se de peças autorais únicas, executadas a partir das madeiras originais do telhado recém-restaurado.

   As diferentes espécies de madeiras encontradas compõem a coleção, dentre elas Peroba do Campo, Peroba Rosa, Braúna, Jacarandá e Maçaranduba. Outro ponto importante é a permanência das marcas do tempo, ainda cravadas nas madeiras, sendo destaque em algumas peças.  A coleção Memória vem para enfatizar a importância do casarão onde hoje é o Espaço Comum Luiz Estrela para a cidade, promovendo a preservação e difusão da nossa história.

   O lançamento das peças aconteceu no Espaço Comum Luiz Estrela, seguindo para a 6ª edição do evento Mercado, Arte & Design (Made), que reunirá peças de designers e estúdios nacionais e internacionais, na Bienal do Parque Ibiraquera  em São Paulo.  As peças estão à venda durante a exposição e a MADE, onde parte do recurso será destinada ao processo de restauro do casarão.

Expografia:

Luiza Reis e Lima | Arquiteta e urbanista | Belo Horizonte

www.luizareiselima.com.br

Espaço Comum Luiz Estrela

   O casarão onde surgiu o Espaço Comum Luiz Estrela foi construído em 1913 para receber o primeiro Hospital Militar da Força Pública Mineira. Em 1947, o edifício passou a abrigar o Hospital de Neuropsiquiatria Infantil (HNPI) com tratamentos e internações de crianças. Na década de 1990, o casarão passa a funcionar como Escola Estadual Yolanda Martins, destinada a crianças com necessidades especiais. Em 1994, o Casarão é tombado pela Diretoria de Patrimônio de Belo Horizonte, ao mesmo tempo em que a escola muda de endereço, e a edificação inicia o processo de abandono por quase vinte anos.

   O longo período como hospital psiquiátrico marcou o casarão, selando seu destino como um local de sofrimento, esquecimento e abandono. Para além dos riscos que o abandono do imóvel proporcionava para a comunidade do entorno, cabe enfatizar a importância desse patrimônio cultural na memória de Belo Horizonte. Está guardado em seu interior e em seus elementos construtivos o testemunho mudo da história não só da cidade, mas de uma época e de um modo de vida. 

   Em 2013, artistas ocuparam o casarão e passaram a realizar atividades culturais com a comunidade, formando o Espaço Comum Luiz Estrela, que possui a cessão de uso da edificação.  Atualmente o espaço é composto por vários coletivos: teatro, música, comunicação, permacultura, patrimônio e memória, onde atividades são desenvolvidas diariamente.

Espaço Comum Luiz Estrela
Espaço Comum Luiz Estrela

Coleção Memória

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Espaço Comum Luiz Estrela
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Luminária Pivô
Luminária Pivô

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Espaço Comum Luiz Estrela
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